Hoje, pela manhã, aconteceu no Sesc Palladium, em Belo Horizonte, uma palestra-oficina com Lucia Castello Branco e Cinara de Araújo, dentro do evento “Arte e Liberdade: a arte na luta antimanicomial”. Foi apresentado, por Lucia Castello Branco, um texto chamado “Práticas da letra: A restante vida”, no qual relata uma experiência de prática da letra a partir da parte denominada “Lições”, do livro “A restante vida”, de Maria Gabriela Llansol. Cinara de Araújo falou da sua larga experiência com oficinas de escrita e leitura e de como, segundo ela, a metodologia de uma oficina é, irremediavelmente, a experiência, o perigo de ler e de escrever. Depois todos fomos convidados para participar de uma prática da letra, a partir da “Lição III”, de “A restante vida”. Assim, nessa manhã, onde “escrita e vontade de curar se confundiram”, foi impossível não voltar a ela, “A restante vida”:

“Só muito mais tarde me dei conta do que significou passar por estes lugares. Onde escrita e vontade de curar se confundiram. Curar, é uma espécie de efeito com agente ausente; trazer alguém à fala, através do fio de água de si. O texto pertence ao mesmo sinal. Quem se cura, não conta, é uma narrativa pobre, um chão quase seco, um olhar em toda parte”. (p. 112-113)

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