Sonhar alto minha pesquisa

Fernando Pessoa e Maria Gabriela Llansol: O Diálogo Anônimo sobre o Feminino de Ninguém

por Frederico Amoz

 

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A máscara é o próprio excesso. O rosto nu é o seu lugar no mundo, entretanto, ao mesmo tempo, não é. Ela não pertence àquele espaço, mas está ali. É o não-Ser, o inorgânico aderido ao orgânico a fim de torná-lo qualquer coisa: o humano em inumano. O seu possuidor, portanto, não está a salvo dos perigos implicados a partir do seu uso.

Pessoa, palavra feminina. Personne, persona, máscara – ninguém. No drama heteronímico, pelo desvio da linguagem, o sujeito perdeu-se – tornou-se anônimo de si mesmo e, nas palavras de Llansol, “tendo-se chamado Pessoa, encontrou em seu nome seu maior obstáculo”: deram-lhe um feminino de ninguém a ver.

 

ps: o fotógrafo utiliza-se da técnica da Morphotografia.

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