Este é o jardim que o pensamento permite

Jardins sobreimpressos aos textos de Kafka e Llansol, enviados por Marilaine Lopes:

Foto Marilaine Lopes

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4 de Janeiro [1914].

Tínhamos feito um buraco na areia, no qual nos sentíamos muito confortáveis. À noite enrolávamo-nos todos dentro do buraco, o pai cobria-o com troncos de árvores, espalhando ervas por cima e nós ficávamos bem protegidos, tanto quanto se podia, contra tempestades e animais selvagens. “Pai”, gritávamos muitas vezes cheios de medo quando estava escuro por baixo dos ramos de árvores e o pai ainda não aparecia. Mas víamos então os pés dele através de um buraco, ele escorregava para o nosso lado, dava-nos a todos uma pancadinha nas costas, porque nos acalmava sentir a mão dele, e nós então adormecíamos todos juntos. Fora os nossos pais, éramos cinco rapazes e três raparigas; o buraco era demasiado pequeno para nós, mas nós teríamos medo se não ficássemos tão juntos uns dos outros durante a noite.  (Franz Kafka – “Diários”)

Foto Marilaine Lopes

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“pois seguro é o sítio em que somos reconhecidos em silêncio, como acontece nos dias de grande solidão.” (Maria Gabriela Llansol, “Um beijo dado mais tarde”)

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