Estético Convívio

 

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Era cedo ainda quando um poema, um único poema, guardou os olhos e as mãos… É sempre cedo quando isso acontece. Guardada nas águas de um poema-rio, Raquel desenha o tempo, as estações, a vastidão, o ínfimo. Pequenas gotas de silêncio d’água a cobrir o deserto das páginas, seu branco de sal.
Era cedo ainda quando o Rio – “El Rio” – alterou o curso de uma viagem, rompeu o limite definido por uma geografia, e veio dar no mar. Mar de letras – mareadas – a escrever o “beijo branco do sal”, “o resto do mar”, a desmemória dos nomes que “ressuscita reticências”.
Poemario.
Era cedo ainda quando isto se escreveu no fim: “e pensar que tudo termina em uma gota de água/ em um grão de areia/ em um fio fino de letra por escrever/ o resto agora é poesia”. Porque tudo termina e começa nesse chamado do mar, lemos com Raquel, do fim para o início, o desejo de infinito que a “faz foz”.
Era cedo ainda quando um livro se fez mar.

(Janaina de Paula)

Recebemos no sábado, dia 14 de março , na Cas´a´screver, o Livro-rio de Raquel Junqueira Guimarães e festejamos, na alegria da partilha, a memória dessas águas.

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Ficha técnica:

Edição: Janaina de Paula

Capa: Márcio Pereira

Projeto gráfico: Izabela D’Urço

Revisão: Maraíza Labanca

Têxteis: Elza Maria Junqueira Guimarães

Tradução para o espanhol: Miguel Coletti

Orelhas: Cinara de Araújo e Flavia Drummond Naves

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