Esta é minha carta ao mundo

foto-de-joa%cc%83o-rocha                   Visita à (Pausa)Ler, recanto da Cas’a’screver — Foto de João Rocha

pasta-vermelha                                    A Pasta Vermelha — Foto de Lucia Castello Branco

Às vezes a poesia nos visita. Nem sempre. Mas de repente ela vem, em dia de semana, numa pasta vermelha, trinta e dois anos depois de um encontro. Foi assim que ela chegou, a pasta vermelha de Olga Savary. Dentro dela, recortes, poemas, fotos, um inédito de Drummond, o Rio de Janeiro em 1955. O que dizer àquela que um dia declarou: “O amor é um peixe absurdo/ E a água nos chama: fria”?

“Imensa é a generosidade dos poetas”, escreveu, certa vez, Maria Gabriela Llansol, que teria aberto a porta à Olga e aos que recebem, comovidos, os papeis que se salvaram “do incêndio da destruição”. Em seu gesto silencioso, leríamos: “Que posso eu dizer-vos que não quebre a incomunicabilidade das palavras de amor?”

 

 

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