A textualidade em pedaços

livrojanaina Palavra feminina como eu — foto de Lucia Castello Branco

Do belo livro de Janaína de Paula, recentemente publicado pela Cas’a’screver, livro que faz cor’p’oema com a textualidade de Maria Gabriela Llansol, extraímos o seguinte trecho,  em comentário expandido do livro O grau zero da escrita, de Roland Barthes:

Tomemos este zero menos como o que define um início, ou uma origem, lugar em que imaginariamente poderíamos pensar toda literatura, e mais como um traçado, uma linha que circunscreve um vazio, a sua forma, definindo, no espaço da folha em branco, o gesto do corpo que escreve. Tomemos, aos pedaços, cada uma dessas palavras.

as-praias-1A comunidade — foto de Lucia Castello Branco

Assim meu corpo julga-se neste momento uma folha (de planta) cobrindo o sol que circula nos meus ossos e que se transforma na minha voz que cicia. Vasa, fundo lodoso de um mar ou de um rio, variação… (Maria Gabriela Llansol, Numerosas Linhas, Livro de Horas III,  p. 173).

as-praias-3Variação — foto de Lucia Castello Branco

as-praias-2 No espaço da folha em branco — foto de Lucia Castello Branco

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