Sobreimpressões

Florianópolis, maio de 2017 — Foto de Janaína de Paula

Às vezes o mundo acaba. E as palavras não cabem na rosácea, como  bem sabia Llansol. O infinito e a experiência do infinito, contidos num livro e em sua leitura, são insuportáveis para alguns homens, os homens de medida. Como salvaguardar o invisível que jaz no livro-mar? Certamente fazendo dobras, articulando. “Dobra tua língua, articula” — diria Llansol. “Quando a frase rosna, não há outro remédio”.

Às vezes, quase sempre, o mundo recomeça. E o invisível e o infinito, contidos no livro e em sua leitura, enfim, se expandem. Para aqueles que sabem que “não há na terra uma medida”, então, o livro se abre e, infinitamente, dá-se a ler. “Escrever é amplificar pouco a pouco”. “Ler é uma alma crescendo”.  Se assim for possível suportar o infinito — em escrita e leitura expandidas –, talvez, então, o mundo recomece para depois, e a cada vez, acabar … em livro.

Eis, em eterno recomeço, a cena de leitura, suave sobreimpressão em se encontram os textos de Tiago Pissolati — em sua escrita-apresentação de tese, a partir de Se um viajante numa noite de inverno, de Ítalo Calvino — e o de Janaína de Paula, em conversa infinita.

Leia aqui TEXTOTIAGOPISSOLATI , seguido de TEXTOJANAÍNADEPAULA.

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